Sexta-feira, 21 de Outubro de 2005

Steve Vai

steve vai.jpg


Das aulas com Satriani à companhia de Zappa, o guitarrista norte-americano Steve Vai já andou pelos acordes dos Alcatraz e dos Whitesnake. Passos de uma carreira que há muito constrói também a solo e que em Novembro exibe em Portugal.


Tantas bandas, discos e prémios depois, do que é que mais tem saudades na sua carreira?


Não sinto falta de nada.Agora tenho tudo.Tenho a minha própria banda e toco a minha música.Nos anos 80 tive muitas oportunidades para tocar com grandes bandas de rock. E foi fantástico, gostei muito. Mas jamais quereria fazer o mesmo. Agora tudo isso me parece teatro. Essa música já não me diz nada.


 


De que lhe valeu o Grammy conquistado em 1994? Que repercussões teve esse galardão no seu trajecto?


É uma grande honra ser reconhecido com um Grammy.Para mim,o melhor desse grammy foi o facto de ter ganho (Best Rock Instrumental Performance) com uma música do Frank Zappa (Sofá). Foi a minha forma de prestar homenagem ao Frank.


 


Onde está neste momento e como lhe tem corrido esta Tour?


Estou na Lituânia, vamos tocar esta noite aqui.É um pouco triste…A Tour está a ser muito boa.Temos uma banda fantástica e somos mais do que irmãos, vivemos juntos. Eu adoro estar aqui com eles, de um lado para o outro, ainda que não tenha tempo para conhecer nenhum dos sítios, é bom saber que as rodas do meu autocarro estão na Lituânia… E é um pouco triste porque sei que depois desta Tour não nos vamos meter noutra nos próximos anos.


 


A guitarra já teve mais importância na música que se anda a fazer pelo mundo?


De forma nenhuma.Claro que alguns géneros de músicas que não se socorrem da guitarra, como a pop.Mas isso é só entretenimento. Quando ligamos o rádio nos EUA continuamos a ouvir muito a guitarra. A guitarra é o instrumento principal.Nada é como a guitarra.


 


Que reacções tem recolhido ao seu mais recente trabalho?


Bem, é interessante. Este álbum é um pouco diferente para mim. Muito mais intimo e revelador As reacções são mais polarizadas do que nunca.Há quem diga que este é o meu melhor trabalho de sempre. E outros não o entendem. Talvez seja muito à frente para eles.Mas a maioria percebe o que ando a fazer e aprecia. E isso é sempre uma honra. É fantástico ter pessoas ansiosas pelo nosso trabalho.


 


O que espera dos fãs portugueses?


Dos fãs nada. Espero é de mim.Espero conseguir fazer o meu melhor com a minha banda. Dar um espectáculo inesquecível. Eu escolhi ser artista, que é uma grande responsabilidade, como tal, espelho uma mensagem para o mundo… Quero proporcionar-lhes algo de inesquecível, com o qual se sintam preenchidos.


 


Concertos:


03 – Porto – Casa da Música – 21h


04 – Lisboa – Aula Magna – 21h


 


Esta entrevista foi retirada do Jornal Destak

publicado por stooked às 12:26
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